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os primeiros dias, até mesmo meses de trabalho sob a mão forte do homem que o acolheu foram tudo o que sempre sonhou!

tinha uma cama nas traseiras da empresa! uma cama, pensava ele espantado cada vez que entrava no seu improvisado quarto!

tinha três refeições diárias, algo que apenas se recordava e já muito mal, do efémero tempo no colégio militar! mais uma vez espantado de cada vez que se sentava à mesa, ao almoço com os colegas de trabalho, ao pequeno-almoço e ao jantar sozinho; cumpria com fervor a saborosa tarefa de nada deixar no prato… depois do que passou, não lhe era possível censurar tal atitude!

tinha algum dinheiro… ao qual dava criterioso serviço, ajudando todos os que com ele tinham vivido na rua! na impossibilidade de lhes dar um tecto, dava-lhes tudo o que tinha…

pela primeira vez na sua curta e tão longa vida, tinha a sensação que as coisas até podiam correr bem! nunca seria rico, – e até creio que não conhecia tal vil ambição – e era feliz com isso!

afinal a vida pode ter sentido…

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