sozinho, abandonado, faminto, fugitivo… feliz!

foi assim que aos 9 anos de idade, passou a viver na rua. não tinha nada, mas de nada precisava, alimentava-se do que encontrava e do que algumas almas caridosas, que ao ver uma criança na rua, lhe iam dando!

sobreviveu durante muito tempo desta forma; quanto não sabe dizer… sabe que durante algum desse tempo foi feliz, mas com uma ponta de desapontamento… tinha razão, ninguém o procurou! olhava para as televisões nas montras com um misto de medo e esperança… medo de se ver nas notícias, de saber que era procurado e esperança de estar enganado e que os pais afinal se preocupassem com ele… mas tinha razão, ninguém o procurou!

com o tempo, a felicidade desvaneceu-se, a vida real bateu-lhe à porta que não tinha. por esta altura já estava marcado pelo tempo, pelo sol e pelo frio, marcado por uma vida inteira de experiências que, sabia agora nunca ninguém devia ter!

acabou o encanto, morreu a criança, nasceu o homem!

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