
ao primeiro dia apenas conheceu o sr. vaz e o refeitório, onde em incessante fila indiana tinham direito, ele e todos os outros proscritos das famílias a uma sopa, um prato de comida, que ninguém conseguia saber o que era, um copo de água e uma peça de fruta. nenhum destes itens era negociável, só podiam comer isto e tinham de comer tudo, gostassem ou não… chamavam-lhe incutir o respeito pelos mais velhos, logo e por definição, superiores!
à noite, conheceu um mundo novo que lhe deu algum alento e esperança que ali nem tudo teria de ser mau! finalmente conhecia outros da sua idade; dormiam cerca de 20 a 25 no seu quarto… uma camarata, o que é fácil de ver, o fez feliz!
mas a felicidade é sempre efémera e dura sempre muito menos do que o que desejamos. assim que entraram, todos juntos, na camarata e ele pensou que por uma vez poderia falar com os outros meninos e fazer amigos, foi-lhes de imediato ordenado que se deitassem e apagaram todas as luzes! todos estavam com medo ali, tal como ele… e ninguém falou nessa noite!